O Pai Natal e a Globalização
Quem não conhece o velhinho de barbas brancas, muito acarinhado por todos, que carrega um saco cheio de presentes, veste vermelho e viaja de trenó com as suas renas? É impossível não conhecer o Pai Natal e, que melhor altura do ano para falar dele senão no Natal, época em que nos encontramos.
Ocorreu-me no outro dia que a globalização atinge-nos de uma forma directa e indirecta todos os dias, mesmo sem sabermos. E o Pai Natal não é excepção. Senão vejamos: quantos de nós não lemos já nas páginas da internet que o facto de o Pai Natal se vestir de vermelho se deve à famosa marca de refrigerantes coca-cola? Facto é que todos conhecemos e recordamos os anúncios publicitários desta marca conhecida internacionalmente.
Antigamente o Pai Natal vestia-se de formas muito variadas, não existindo uma cor específica para o seu tradicional fato. Era normalmente de corres garridas e, na cabeça, usava um barrete ou uma coroa de azevinho. No entanto, em 1931, durante s suas capanhas de inverno, a Coca-cola utilizou a figura de São Nicolau, vestido de forma especial, para promover o seu refrigerante. Vestiram-lhe um fato vermelho, de calas e tunica e, na cabeça, usava um barrete vermelho, com um debruado a branco e um pompom na ponta. Estas cores não foram escolhidas ao acaso, uma vez que são elas, vermelho e branco, que dominam na apresentação da coca-cola.
Desta forma, o Pai Natal aparecia com um ar carinhoso, a beber uma garrafa de coca-cola , tornando-se numa figura de sucesso, verdadeiramente carismática e que já ninguém imagina de outra forma.
Apesar de todos estes factos serem verdadeiros, descobri, depois de pesquisar na internet, que um senhor, de nome Thomas Nast já teria utilizado essas mesmas cores noutras propagandas anteriores, como sendo a colgate. A própria coca-cola disponibiliza no seu site a desmistificação deste mito, passo a redundância, uma vez que reconhecem a sua anterioridade.
O que aconteceu não passou de uma consequência da publicidade levada a cabo por esta companhia. Quando o anúncio começou a ir para o ar, as pessoas focaram de tal modo a sua atenção, que se queixavam à coca-cola no caso de haver alterações. Exemplo disso, é que, num dos anos que o anúncio foi para o ar, e o Pai Natal apareceu com o cinto ao contrário e, noutra altura, apareceu sem aliança. A companhia recebeu imensas cartas a perguntar o que tinha acontecido à Mãe Natal.
É o poder dos media no seu máximo: utilizou a personagem do Pai Natal repetidamente com as mesmas caracteristicas; criou a ilusão de um Pai Natal assim, com uma barriga grande e de vermelho que todos os miudos aceitam como verdadeira e habituou-nos, a todos, a grandes anúncios com presença marcada, todos os natais, deste homem tão adorado pelo mundo.
Fica a pergunta no ar, será que faria diferença se a coca-cola alterassse as caracteristicas do Pai Natal? Até que ponto aceitariam as pessoas essa alteração? Ficam as perguntas no ar para quem quiser responder.
Após este testemunho resta-me desejar-vos boas férias. Bebam muita coca-cola e, já agora, Feliz Natal!
Helena Marques


3 Comments:
Parabéns pla abordagem que já comentei no Macro
Feliz Natal e Bom ano de 2007 para todos
RPM
Olá rapariga
Antes de mais espero que tenhas feito uma boa viagem.
Vamos ao que interessa. Tenhas ou não razão na interpretação mercantilista da figura simpática do Pai Natal, andas a destruir o meu imaginário infantil.
Acho que conseguiste uma excelente introdução para o trabalho.
Boas férias e estuda muito :)
O rapaz do banco do pendura
Como disse Fernando Pessoa; "primeiro estranha-se, depois entranha-se..." Se a Coca Cola está fora de moda, até porque um bom tinto é mais saudável, o Pai Natal, esse está cada vez mais presente entre nós, e se alguém lhe mudasse o traje seria mesmo muito estranho...
Parabéns e um bom Natal
P.A.
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